terça-feira, outubro 04, 2011
quinta-feira, setembro 29, 2011
quarta-feira, setembro 28, 2011
terça-feira, setembro 27, 2011
sábado, setembro 24, 2011
terça-feira, janeiro 25, 2011
Nomeações para os Óscares 2011 (principais categorias)
Melhor Filme:
Black Swan, The Fighter, A Origem, Os Miúdos Estão Bem, O Discurso do Rei, 127 Hours, A Rede Social, Toy Story 3, True Grit, Winter’s Bone
Melhor Actriz:
Annette Bening, Nicole Kidman, Jennifer Lawrence, Natalie Portman, Michelle Williams
Melhor Actor:
Javier Bardem, Colin Firth, James Franco, Jesse Eisenberg e Jeff Bridges
Melhor Actor Secundário:
Christian Bale, John Hawkes, Jeremy Renner, Mark Ruffalo, Geoffrey Rush:
Melhor Actriz Secundária:
Amy Adams, Helena Bonham-Carter, Melissa Leo, Hailee Steinfeld, Jacki Weaver
Melhor Realizador:
Darren Aronofsky, David O. Russell, Tom Hooper, David Fincher, Joel & Ethan Coen,
Argumento Original:
"Another Year," "The Fighter," "A Origem," "Os Miúdos Estão Bem," "O Discurso do Rei."
Melhor Argumento Adaptado:
"127 Hours," "A Rede Social", "Toy Story 3," "True Grit," "Winter's Bone."
Melhor Filme Estrangeiro:
"Biutiful," "Dogtooth," "In a Better World," "Incendies," "Outside the Law."
Melhor Filme de Animação:
"Toy Story 3," "How to Train Your Dragon," "The Illusionist."
Melhor Filme:
Black Swan, The Fighter, A Origem, Os Miúdos Estão Bem, O Discurso do Rei, 127 Hours, A Rede Social, Toy Story 3, True Grit, Winter’s Bone
Melhor Actriz:
Annette Bening, Nicole Kidman, Jennifer Lawrence, Natalie Portman, Michelle Williams
Melhor Actor:
Javier Bardem, Colin Firth, James Franco, Jesse Eisenberg e Jeff Bridges
Melhor Actor Secundário:
Christian Bale, John Hawkes, Jeremy Renner, Mark Ruffalo, Geoffrey Rush:
Melhor Actriz Secundária:
Amy Adams, Helena Bonham-Carter, Melissa Leo, Hailee Steinfeld, Jacki Weaver
Melhor Realizador:
Darren Aronofsky, David O. Russell, Tom Hooper, David Fincher, Joel & Ethan Coen,
Argumento Original:
"Another Year," "The Fighter," "A Origem," "Os Miúdos Estão Bem," "O Discurso do Rei."
Melhor Argumento Adaptado:
"127 Hours," "A Rede Social", "Toy Story 3," "True Grit," "Winter's Bone."
Melhor Filme Estrangeiro:
"Biutiful," "Dogtooth," "In a Better World," "Incendies," "Outside the Law."
Melhor Filme de Animação:
"Toy Story 3," "How to Train Your Dragon," "The Illusionist."
sábado, janeiro 22, 2011
segunda-feira, janeiro 17, 2011
sexta-feira, janeiro 14, 2011

Entrevista a José Pessoa, técnico do Museu de Lamego.
“…QUALQUER MUSEU TEM O DEVER DE PARTICIPAR CULTURALMENTE NA VIDA DA COMUNIDADE…”
Nos últimos anos o Museu de Lamego tem proporcionado, à comunidade, um conjunto de novas iniciativas gratuitas. Sendo esta uma forma de divulgar e apelar à cultura. O Jornal do Douro conversou com o Dr. José Pessoa, técnico do Museu de Lamego, que nos falou mais um pouco dos projectos desta instituição.
Carla Duarte: O ano passado esteve à frente do curso de introdução à história da fotografia, em Novembro acabou de leccionar o curso de introdução à história da música. O que levou o Museu de Lamego a criar estas iniciativas?
José Pessoa: Estas são iniciativas que qualquer museu deve fazer. Portanto qualquer museu tem o dever de participar culturalmente na vida da comunidade, dispondo as suas colecções, dispondo os temas que são seu trabalho e compartilhando-os.
Cheguei aqui há um ano e meio e procurei, como outros colegas que fazem outras iniciativas, integrar-me e participar com as minhas próprias capacidades nestas actividades. Isto graças ao entendimento e à confiança do Dr. Agostinho Ribeiro (director do Museu de Lamego), fazendo aquilo que era possível, em termos de divulgação e actividade cultural no museu.
CD: … o museu deixa de ser só um edifício público onde estão reunidos objectos de arte…
JP: O museu nunca foi isso! Se o é, de vez em quando, deve-se a erros que lhe são externos. Os museus são algo que pertence a todos nós e devem ser, pela própria definição, um local de cultura e de cultura viva. Esse diálogo entre as peças que lá vivem, e repito vivem, e o nosso quotidiano é um elemento fundamental das nossas tarefas. Os museus têm prioridade de conservar, estudar e divulgar colecções, divulgar todos os campos do saber, que estejam ao seu alcance e, que cada museu tenha vocação para o fazer. Portanto quando um museu não cumpre essa função é porque não pode, ou porque está tolhido… mas não é essa a definição de um museu.
CD: No dia 25 de Novembro foi a última sessão do curso de introdução à história da música, que teve direito a um concerto de encerramento (com a Escola de Concertinas de Lamego, Coral de Câmara Mezza-voce e Ensemble Música-Esperança) com pessoas que frequentaram este curso…
JP: É verdade! Foi algo que muito nos honrou! Quando criamos este curso, convém lembrar, era um curso de introdução à história da música, não pretendia ser um curso técnico, nem ser um curso que tivesse uma ambição de ir ao fundo das grandes questões da história da música, mas sim, e como nessa altura dissemos/escrevemos, era um curso de introdução à história da música, que se destinava à participação de todos. Lembro-me que escrevi, o que saiu na divulgação do curso, que se destinava àqueles que pensavam que não sabiam quase nada, mas também àqueles que julgavam que sabiam quase tudo.
Foi mais uma forma de diálogo e de darmos uma viagem, recordando a riqueza da música, a importância que ela tem na nossa vida. Penso que o facto de alguns músicos terem frequentado o curso, foi muito interessante. A iniciativa veio deles, embora nós tivéssemos feito esse convite desde o início. Vieram ter connosco e disserem-nos que gostariam de tocar no encerramento do curso. A certa altura tínhamos um programa tão cheio, que se verificou que seria impensável pô-los na última sessão, mas sim, teria de se fazer um concerto como última sessão. Ficamos muito gratos por registar a adesão dos músicos, a sua participação neste concerto final foi extremamente feliz, porque eles tiveram prazer em vir. Vierem do Porto, de Braga, muitos de Vila Real… isso foi extremamente gratificante para nós.
CD: A finalidade do curso era também de dar a conhecer o que se faz, neste caso a nível musical, na região?
JP: É engraçado porque não era esse o projecto, mas acabou por resultar nisso. Foi muito importante ver, por exemplo, que aqui a Escola de Concertinas de Lamego que tem 10 anos, tem realmente um trabalho notável e mereceria todo o apoio das instituições. Ter uma actividade completamente amadora, média de 30 alunos, 4 grupos disponíveis para actuar, fazer cerca de 150 a 200 espectáculos por ano, é uma coisa realmente notável!
O facto de terem aparecido em Vila Real dois conjuntos como o Mezza-voce e o Ensemble Musica-Esperança, dá uma força… Apareceram na região, de facto, um conjunto de novos músicos, trabalhando, criando e fazendo aquilo que nós vimos no concerto de encerramento, que foi um espectáculo com bastante interesse e com bastante qualidade.
CD: Inserida no curso de introdução à história da música surgiu a exposição “Vibrason”, em que o museu, várias instituições e pessoas anónimas puderam participar…
JP: É verdade! Essa foi uma ideia maluca, que surgiu no meio do curso, criar uma exposição aberta. A ideia de uma exposição, em que as pessoas trouxessem as memórias musicais da cidade e da região, e à medida que elas fossem chegando, nós fossemos integrando numa exposição. O que é certo é que juntamos mais de 50 instrumentos, alguns bastante notáveis, pautas, discos, capas de discos, muita coisa… de facto, constituímos uma exposição muito interessante, de instrumentos musicais, que existiam guardados, às vezes esquecidos, ou menos apreciados. Esta exposição também contribuiu para os valorizar, porque, por exemplo, muitos instrumentos que estavam escondidos, abandonados e alguns num estado um pouco degradado… trazê-los para o museu e mostrá-los às pessoas, dá-lhes numa nova dimensão. O museu também leva os seus proprietários a olhá-los, certamente, de outra forma. É engraçado, que o proprietário de alguns instrumentos, que agora os viu tratados e expostos, nos pôs uma questão admirável: “- E agora?! E agora o que é que eu vou fazer com isto?” Nitidamente, porque olhou para eles de uma nova forma. Esta também é uma função do museu e do Instituto dos Museus e da Conservação: fazer o inventário dos bens móveis, e contribuir para o inventário dos bens móveis. Contribuir para o inventário, não só fazer listas de peças, é também ir à procura delas, é também valorizá-las perante os seus proprietários, é mostrar a sua dignidade, a sua importância e a sua memória face aos olhos da comunidade.
CD: Podemos considerar esta exposição de museologia social?
JP: Sem dúvida! É por excelência uma museologia social! Embora eu considere que não há museologia que não seja social. Mas é um aspecto específico da museologia social.
CD: Qual tem sido o feedback das pessoas em relação às vossas iniciativas?
JP: O feedback é bastante bom! O curso de Introdução à Fotografia foi bastante frequentado e que teve uma participação intensa. Esse curso, da história da fotografia, ainda hoje é pedida a sua repetição, por muita gente, ou um novo curso de fotografia. Há muita gente a solicitar isso! Portanto é bom! Fiquei a saber agora, que vem cá uma escola, à tarde, que pede para lhe falar de fotografia. Teve um bom eco este curso!
Fazer um curso de introdução à história da música, aqui em Lamego, que teve 60 inscritos, sendo que houve bastantes que entraram sem se inscrever, em sessões específicas, é muito bom! Teve 60 inscritos com uma participação média de 70 a 80% destes participantes, porque nem todos vieram a todas as sessões, mas a participação média foi muito elevada. Porque os cursos deste tipo não costumam ter um número tão elevado de inscritos, mesmo se fosse em Lisboa, ou em Coimbra… Houve um núcleo duro que, de facto, veio sempre. Muito interessante foi que muitos deles se manifestaram, desejando que o curso continuasse. Não vamos continuar o curso infinitamente, os objectivos e o seu programa foi traçado e penso que a maioria foi cumprida. Agora podemos mudar de tom, como se diz em linguagem musical, houve um participante que nos deu a ideia de fazer uma coisa chamada “Música às Quintas”. E essa ideia é boa! Simplesmente atendendo às condições locais, é bom esperar por uma altura em que a temperatura seja mais favorável, portanto pensamos recomeçar na Primavera, como já anunciamos. Nessa altura vamos enveredar por um figurino diferente: pegar numa peça musical e contextualizá-la historicamente, musicalmente, falar dela e dos seus intervenientes, o seu percurso, todos os passos que levaram àquela peça. Vamos começar com a “Sagração da Primavera” e a própria história da música russa, a história de um russo que vive em Paris, a história da primeira apresentação da “Sagração da Primavera”. Esta é, talvez, a mais importante peça sinfónica criada para um bailado, no séc. XX, por um compositor extraordinário como Stravinsky.
Como consequência do curso de introdução à história da música, registou-se o facto de várias escolas virem visitar os instrumentos, e agora haver oficinas de expressão corporal.
Penso que podemos ir muito mais longe, em relação à ligação com a comunidade, e este é um trabalho que será, se bem feito, sempre um bom trabalho.
CD: O museu tem uma página no facebook. De que forma as redes sociais têm contribuído para divulgar as acções que o museu tem realizado?
JP: Não tenho uma ideia muito nítida sobre isso. Tenho algumas dúvidas… sim, eu creio que o facebook como qualquer forma de comunicação é, em princípio, positiva. Certamente tem alguns lados negativos, por responsabilidade, penso que ainda é cedo para os analisar. A única coisa que eu queria dizer é: sim, todas as formas de comunicação são positivas, porém todas aquelas que nos levem a isolar-nos mais, acho-as negativas. A chamada conversação via internet não pode substituir o contacto face com face, não pode substituir o convívio social e a participação e a discussão em directo, em conjunto e em colectivo. Se as pessoas que se refugiam na internet se refugiam na sua solidão, isso é negativo e pode ser contraproducente.
Eu apelo a que as redes sociais levem as pessoas a encontrar-se, a participar na vida colectiva, a juntarem-se nos museus, mas entidades, nas assembleias, a participarem na vida… só assim, de facto, combateremos a solidão. E não gostaria de ver a internet, nem as redes sociais como uma arma, como um campo de refúgio, ou de ilusão, ou de engano da solidão.
CD:Para quando novos projectos?
JP:Temos vários projectos em sonho, como tudo sempre começa… temos um projecto para o ano que vem, onde participarão todos os técnicos do museu, o Dr. Agostinho Ribeiro, a Dra. Alexandra Braga, a Dra. Georgina… será um curso de introdução à história da arte.
Uma coisa que temos procurado nestes cursos, quer no de fotografia quer no de música, foi usar a palavra “q.b.” (o quanto baste) e ligar os temas às imagens. No curso de introdução à história da música funcionou muito assim. Procuramos contextualizar cada peça musical, ou com a referência histórica, ou com o momento em que a peça foi criada, ou os temas de fundo filosófico, ou social… foi muito trabalhoso, porque em oito sessões foram passadas mais de 1600 imagens e mais de 160 peças musicais. Foi realmente exigente, em termos de preparação, conseguir ter imagens que acompanhassem todas as peças musicais, que ilustraram o curso.
Nos cursos que se vão seguir vamos procurar manter esta característica, que o museu seja um museu vivo, que as imagens nos ajudem a passear pelos museus de todo o mundo e por todo o mundo, que ele próprio também é um museu.
Ainda no outro dia, por exemplo, numa conversa amena surgiu uma ideia interessante que é capaz de se concretizar: um curso de introdução à história do Egipto. O Egipto, civilização antiga, pode ser alargado às civilizações do Médio Oriente, à actividade oriental… um curso deste tipo é muito interessante e penso que fascina toda a gente. Pode ser feito 3 sessões: alto, médio e baixo-império, são cerca de 3000 anos de história. É uma viagem extraordinária para a história da humanidade! É um projecto que me agrada!
Também seria interessante fazer um curso de introdução, divulgativo, não um congresso, não um seminário de especialistas, à história da ordem de Cister e às obras de arte resultantes desta ordem.
A ciência é um elemento fundamental para a sobrevivência da espécie, o caminho da ciência implica que haja uma ciência de ponta, investigação pura de vanguarda, e por vezes, muitos daqueles que trabalham na área menosprezam, e até ridicularizam quem faz divulgação. A divulgação é fundamental para a ciência, é a base social de apoio, que proporcionará os meios e a compreensão do avanço da investigação e da sua importância para a humanidade. As pessoas neste momento pensam que a ciência resolve todos os problemas, mas estão a confundi-la com tecnologia. Dizem que se estão sempre a inventar coisas novas, não é verdade! A tecnologia que aparece resulta da investigação pura, que depois se converte em conhecimento técnico, que se desenvolve em tecnologia. Tudo foi consequência da investigação pura. No entanto as pessoas não se apercebem, muitas vezes, do tempo que leva a investigação a avançar e da necessidade que tínhamos todos em apoiá-la. Não dá lucros imediatos, mas é, segundo todos os estudos, aquela que maior vantagem dá ao homem e à comunidade em geral. Portanto a divulgação é uma actividade importantíssima! Não nos basta fazer seminários muito especializados, sobre esta temática ou aquela, porque isso é importante, claro, mas não chega. Porque nós precisamos de todos, de todos aqueles que trabalham nas outras actividades, precisamos da comunidade em geral, precisamos que a comunidade se interesse pela vanguarda científica e nos ajude e participe nela, compreendendo, apoiando e dando-nos alguns meios.
Carla Teixeira Duarte
Publicada em "Jornal do Douro", 08/12/2010
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