Subo as escadas que me levam àquele local, o meu espaço ideal, onde trabalho e repouso, onde me concentro e onde me ponho a divagar: o sótão. Ao abrir a porta sinto uma brisa suave, que vem da janela que dá para o jardim. Uma janela pequena de tons branco-sujo, enfiada entre duas paredes de madeira quase negra, que o tempo escureceu. Dessa janela vejo o jardim, mas bem lá no fundo do horizonte o mar relaxante. Neste espaço, entre as duas paredes, tenho a minha secretária, pequena, por sinal, feita de madeira de cerejeira. Em cima desta um candeeiro de cor cinza, um caderno de capa colorida e canetas de várias cores. A cadeira almofadada e com “rodinhas” fica mesmo encostada à mesa, onde me sento a trabalhar.
A um canto do sótão pequeno existe um baú, cheio de recordações: álbuns com fotografias de toda a família (antepassados e ainda presentes), roupa que o tempo pôs fora de moda, bugigangas e recordações de outros tempos que hoje já nem me lembro.
No chão há uma manta de trapos feita pelas mãos envelhecidas das gentes do campo; retalhos de vidas e de sonhos que o destino não deixou concretizar.
Nas paredes escuras tenho folhas e poster’s que me lembram os meus filmes mais queridos e as viagens que fiz.
Neste pequeno sótão tenho pouco a mostrar, mas tudo que o compõe me pertence, faz parte do meu ser, está cravado na minha pele.
Tento concentrar-me, mas a paisagem que vejo daquela janela leva-me sempre para outros lugares, que não aquele recanto que é só meu, e onde me refugio do mundo real.
A um canto do sótão pequeno existe um baú, cheio de recordações: álbuns com fotografias de toda a família (antepassados e ainda presentes), roupa que o tempo pôs fora de moda, bugigangas e recordações de outros tempos que hoje já nem me lembro.
No chão há uma manta de trapos feita pelas mãos envelhecidas das gentes do campo; retalhos de vidas e de sonhos que o destino não deixou concretizar.
Nas paredes escuras tenho folhas e poster’s que me lembram os meus filmes mais queridos e as viagens que fiz.
Neste pequeno sótão tenho pouco a mostrar, mas tudo que o compõe me pertence, faz parte do meu ser, está cravado na minha pele.
Tento concentrar-me, mas a paisagem que vejo daquela janela leva-me sempre para outros lugares, que não aquele recanto que é só meu, e onde me refugio do mundo real.
Carla
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