quinta-feira, outubro 01, 2009


Mais um ano que a Universidade de Aveiro reconhece os seus melhores estudantes atribuindo-lhes bolsas de mérito. Sandra Rebelo é um dos alunos que logrou este prémio.



“Foi como uma lufada de ar fresco”

No dia 23 mais um lamecense foi reconhecido pelas suas notas escolares.
Sandra Rebelo, 24 anos, foi um dos 26 alunos da Universidade de Aveiro, a receber, este ano, uma bolsa de mérito.
Licenciada em Biologia e com o Mestrado em Biologia Molecular e Celular, realizado este ano, Sandra procura agora uma oportunidade no mercado de trabalho, como nos conta em entrevista ao nosso jornal.

Jornal O Arrais – Qual foi a média com que ganhou esta bolsa?
Sandra Rebelo – Com média de 18 valores.

JA – … sendo a terceira melhor média do ano passado na Universidade de Aveiro…
SR – Sim, das 26 bolsas foi a terceira nota mais alta.

JA – Como soube que tinha ganho esta bolsa? E qual foi a sua reacção?
SR – A notícia chegou por correio. Enviaram-me uma carta a congratular por ter sido uma das merecedoras da bolsa de estudo, por mérito.
Tendo em conta que nos últimos dias me dedico a enviar currículos, com escassas perspectivas, confesso que esta notícia foi a única novidade positiva que recebi nos últimos tempos. Foi como uma lufada de ar fresco.

JA – Qual o segredo para conseguir boas médias ao longo do curso? E depois no Mestrado?
SR – Não tenho segredo nenhum, é tudo uma questão de saber conciliar responsabilidade com diversão. Se formos para as aulas e estivermos minimamente atentos e com vontade de apreender o que nos é ensinado: “… é meio caminho andado…” depois o principal passo é tentar chegar a casa e ter o que foi leccionado nas aulas. Não é preciso mais que uma ou duas horas por dia. E o esforço vale a pena! Porque não acumulamos muita matéria por estudar em vésperas de exame, e mantém-se tudo na memória.
Não é preciso abdicar de diversão, festas e saídas à noite, basta saber gerir bem o tempo.
Quanto ao Mestrado, só tive parte laboratorial. A minha nota foi reflexo de fazer aquilo que gosto, e ter sido ensinada pelas pessoas certas.

JA – Como foi sair de Lamego e ir viver/estudar para Aveiro?
SR – Confesso que a primeira reacção foi de medo e ansiedade, afinal de contas ia estar por minha total responsabilidade. Mas a adaptação não demorou muito, em parte, porque “a cidade que me acolheu é bastante hospitaleira”, além de que tenho facilidade em fazer amigos.
Hoje afirmo, com toda a certeza, que foram os melhores 4 anos da minha vida!

JA – Que lhe dizem as pessoas por ter ganho? Família, amigos, conhecidos…
SR – Ficaram eufóricos! Foi muito agradável… recebi várias mensagens e telefonemas de familiares e amigos a dar os parabéns.

JA – Já pensou o que fazer com o dinheiro que ganhou?
SR – Já. Tendo em conta que foi graças ao esforço que os meus pais fizeram durante estes 6 anos (licenciatura + estágio + mestrado) que foi chegar onde cheguei, achei mais que justo oferecer-lhes este cheque.

JA – Acha que sendo premiada com esta bolsa, terá mais hipóteses na entrada no mercado de trabalho?
SR – Não é pela minha boa classificação que posso ser considerada melhor profissionalmente que outro colega com nota inferior. Não é no curso teórico que nos evidenciamos, é no dia-a-dia, na função que desempenhamos, no nosso trabalho… Ter ganho uma bolsa de estudo de mérito não me dá esse estatuto. No entanto, se as entidades empregadoras considerarem este facto uma mais-valia, fico-lhes muito grata!

Carla Duarte

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